Assembleia aprova lei que declara Lapa Capital do Biodiesel do Paraná

Título estadual reconhece o protagonismo da usina do Grupo Potencial, que soma R$ 6 bilhões em investimentos na cidade desde 2012 e prepara nova expansão até 2026

A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou o Projeto de Lei nº 312/2026, de autoria do deputado estadual Paulo Gomes (PL), que concede ao município da Lapa o título de Capital do Biodiesel do Estado do Paraná. O texto segue agora para sanção do governador Carlos Massa Ratinho Junior.

O reconhecimento tem lastro concreto. A usina da Potencial Agro (ex-Potencial Biodiesel) entrou em operação na Lapa em 2013 e hoje opera a maior planta de biodiesel em site único do mundo, com capacidade instalada de 900 milhões de litros por ano. Uma expansão de R$ 600 milhões, anunciada em outubro de 2024, deve elevar essa produção para 1,62 bilhão de litros até o fim de 2026.

O complexo industrial não para no biodiesel. O grupo também constrói, na cidade, uma esmagadora de soja com capacidade para processar 1,2 milhão de toneladas por ano — aporte que pode chegar a R$ 2,5 bilhões — e uma usina de etanol de milho orçada em R$ 2 bilhões, com operação prevista para 2028. Somados, os investimentos da família Hammerschmidt na Lapa desde 2012 já ultrapassam R$ 6 bilhões.

Parte relevante da matéria-prima usada nas plantas vem de produtores paranaenses, o que aproxima a indústria de biocombustíveis do campo, e mantém parte da renda gerada circulando na própria região.

Para o vice-presidente do Grupo Potencial, Carlos Eduardo Hammerschmidt, o objetivo vai além dos números já alcançados. “O objetivo da Potencial é ter o maior complexo de biocombustíveis do mundo”, afirmou o executivo, ao anunciar os novos investimentos que devem consolidar a Lapa como polo nacional do setor.

O autor do projeto, deputado Paulo Gomes, associou a proposta à agenda ambiental do país. “Este Projeto de Lei é de extrema importância devido à crescente busca por fontes renováveis de energia e pela necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa, em consonância com as diretrizes nacionais de descarbonização e com os compromissos ambientais assumidos pelo Brasil”, disse o parlamentar.

Sancionada a lei, caberá ao poder público organizar ações institucionais, educativas e de divulgação para consolidar a Lapa como referência em produção, pesquisa, inovação e desenvolvimento energético — um título que, na prática, o município já vinha conquistando fábrica por fábrica.