Era uma vez um povo bom que morava numa cidade que foi visitada por um Imperador.
O imperador, conversando com os adultos e as crianças, viu que precisavam aprender mais e, para isso, aconselhou que transformassem o teatro local em uma escola.
O tempo passou e esse povo bom transformou um grande brejo em um loteamento. A partir daí, a área do brejo começou a virar cidade.
A área do brejo tem seu subsolo formado por um material que os antigos chamam de barro de macaco. Esse material é mole e parece uma polenta quente.
Os pedreiros fazem furo com a broca e têm que ser rápidos para jogar o concreto dentro, pois o buraco se fecha rapidinho. O barro é mole, parece uma polenta quente.
O povo bom insiste em fazer grandes obras nesse local. Mas, a natureza tem mostrado que não suporta o peso dessas construções…
Futuramente, se persistirem em construir grandes obras nesse local, teremos várias “Torres de Pisa”, como aquela da Itália.
Podemos concluir, diante dessa singela história, que Teatro é bom e necessário. A cultura deve ser sempre valorizada e enaltecida. Mas, não se pode deixar de lado o investimento em conhecimento técnico, aprendido nos bancos escolares. Isso porque, na situação das construções citadas, esse conhecimento faz, e muita, falta.
Quem vive, vê!
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DA REDAÇÃO
A Lapa foi citada no programa “Meu Paraná”, da RPC TV, em reportagem exibida no sábado, 31 de janeiro, intitulada “Na rota do Imperador D. Pedro II pelo Paraná”.
De acordo com relatos históricos, o Imperador teria visitado a Lapa por apenas duas horas. Mas, durante este período, visitou a Igreja Matriz, local em que assistiu uma missa. Em seu diário, fez uma anotação, em tom de deboche: “Oito horas, oração na matriz, que é pequena. O vigário pareceu-me um tanto apatetado”. Antes, D. Pedro II já tinha visitado a Câmara Municipal. Ele também esteve no Correio e nas escolas. Achou que os alunos não responderam bem às perguntas que fez. Talvez por isso tenha sugerido que o Theatro, à época em construção, virasse “casa de aulas”.

