Obesidade começa na infância

Uma das questões focadas na sessão com o Aramís tratou de rever a influência alimentar na fase da sua infância e as recentes modificações que o programa alimentar esta contribuindo para o bem estar de seus próprios filhos.

Atualmente, muito se comenta sobre o caráter hereditário, pois a constituição genética determina o ritmo metabólico do organismo e assim, pode predispor a pessoa a adquirir o sobrepeso desde muito cedo; porque o risco de se tornar obesa na infância é maior.

Pesquisas revelam que se um dos pais é obeso, o filho tem 50% de chance de desenvolver a doença, e se os dois pais estão acima do peso, o risco aumenta para 100%. Pois é durante a infância que as células de gordura (tecido adiposo) se formam em grandes quantidades e nunca mais são perdidas, então na vida adulta, qualquer deslize na alimentação conduz um aumento destas células e a obesidade volta a aparecer. Sabe-se que o número de crianças acima do peso ou obesas tem aumentado cada vez mais, desse modo, desde a infância podem apresentar os fatores de risco a saúde. Entre elas: cardiovasculares, colesterol elevado, diabetes (tipo 2), hipertensão, variações hormonais e a má formação do esqueleto.

Outro fator importante neste caso é o seu impacto Psicológico, provocado muitas vezes pela “Zoação” dos próprios colegas, ou sendo vítimas de “apelidos” pejorativos, e até mesmo alguns casos de “Bulling.” ,o que pode desencadear processos ainda mais sérios. Esta forma de discriminação pode levar á conseqüências mais graves, como por exemplo: auto preconceito, isolamento social (fobias), distúrbios de identidade, auto imagem negativa (Bulemia e Anorexia), associados a uma baixa estima, e em casos mais comprometedores há sintomas que encaixam-se no diagnóstico de depressão.

Outro ponto, refere-se a vida sedentária facilitada por horas seguidas frente á computadores, televisão, e videogames…Desse modo, as crianças permanecem dentro de casa a maior parte do dia e geralmente, estão acompanhadas por um pacote de biscoitos recheados, sanduíches calóricos, doces ou até refrigerantes. Com isto, não são estimuladas a fazer atividades físicas como: correr, jogar bola, brincar e etc..etc…Estas quase sempre são crianças tímidas e sentem-se envergonhadas e com isto, fazem da alimentação uma “fuga” da realidade, então quanto mais são rejeitadas, mais ansiosas ficam e consequentemente, mais comem.

Por isto, é fundamental o envolvimento familiar e o primeiro passo, é rever e mudar gradualmente os hábitos alimentares da família (não apenas da criança), manter em casa alimentos saudáveis e a reeducação alimentar. Além da importância de estimular a realização de atividades físicas ou esportes; bem como, um profissional capacitado para determinar se existe de fato um problema, ou então, se a criança é ou não obesa. Mas, quanto mais cedo for tratado o caso, maiores são as chances de cura e prevenção, pois, ter um corpo legal depende de equilíbrio emocional e uma mente consciente.

Lembre-se: As crianças seguem o exemplo dos adultos e dependem de seus cuidados, então ensiná-los a ter um estilo de vida e hábitos alimentares saudáveis que possam contribuir ao longo de suas vidas, poderá poupá-los de grande sofrimento na vida adulta.

“Afinal, obesidade não é brincadeira”!!!