Talvez agora vá. A mídia eletrônica não tem passado um dia sem falar sobre o problema das drogas e da dependência química. Fala-se em epidemia, em catástrofe, em mal gerado pelo tráfico, em violência gratuita, em sofrimento de toda uma geração causada pelo uso de drogas. É a mídia eletrônica puxando o carro da discussão sobre este problema que está afetando diretamente a vida de toda a sociedade.
A sociedade humana só funciona sobre estruturas rígidas de comportamento. Não há sociedade que subsista ao caos, onde reine a desordem e a falta de conduta de sua população. O homem, ser social, precisa de regras para seguir ou se autodestrói. A moralidade e a ética se fazem necessárias para que o homem possa sobreviver em um mundo onde a lei natural diz que só o mais forte sobrevive. Você já pensou no porque existem leis que proíbem o incesto? Ou leis que proíbem o homicídio? Ou se apropriar de bens que não lhe pertencem? Pois bem, todas estas leis que existem ao redor do planeta, só existem para possibilitar a convivência entre os seres humanos, que de outra maneira não seria possível.
Imagine uma sociedade onde tudo estivesse liberado: o aborto, os assaltos, a pedofilia, os homicídios e todos os tipos de atrocidades praticadas pelos seres humanos. Imagine uma sociedade onde não houvesse polícia e nem cadeia, nem juízes e nem punição para quem cometesse qualquer tipo de crime, uma sociedade onde todos estivessem completamente livres para praticar todo e qualquer tipo de maluquice. Querem liberar o uso das drogas, se isto acontecer, então poderemos liberar todo o resto.
Agora a mídia começa a enfatizar a questão drogas. Em todos os canais de televisão, em todos os jornais, em todas as revistas, em todas as rádios, em tudo o que pode ser lido, ouvido ou visto estão falando sobre dependência química e o submundo das drogas. Seja bem-vinda a discussão, seja bem-vindo o debate, sejam bem-vindas as vozes que se levantam e que lutam para frear este mundo tenebroso das drogas que cobriu a nossa geração como uma mancha horrível. Nos livros de história seremos lembrados como a geração das drogas, a geração que vivia entorpecida e anestesiada.
Talvez agora vá. Precisamos unir todas as nossas forças. Chega de vivermos debaixo do terrorismo das drogas, chega de vivermos como reféns em nossas próprias casas e de sermos extorquidos em nossas próprias famílias. È hora de proclamarmos a nossa verdadeira liberdade, não a liberdade de usar a droga, mas a liberdade de dizer não para as drogas. Chega de ser errado ser virgem, de ser errado trabalhar só em casa, de ser errado não usar drogas ou não fumar, chega de ser errado fazer o certo.

