Diário de Bordo

Confira o dia-a-dia do editor do jornal A Tribuna Regional neste projeto de saúde.

Prá começar

Não consigo mais pensar em minha vida sem atividade física. Opa! Isso também é um problema, porque estou ficando seguro de que vou continuar, mas, porém, com isso aparece aquela preguiça, vez por outra, antes de sair de casa prá ir malhar. O perigo está em pensar que “posso faltar hoje, porque amanhã eu compenso”.

Eu me conheço e sei que o sofá tem um imã poderoso. Se não houver empenho e apoio, fica fácil abandonar. A minha sorte que tenho minha esposa Juliana, que não deixa eu ficar preguiçoso. Com seu jeitinho, ela me convence a continuar. Sempre é bom ter alguém com uma palavra de incentivo por perto.

Vamos ao diário.

Sexta-Feira (13 de abril)

No início da semana que passou participei do Campo de Instrução Básica do Exército e não notei o quanto isso me cansou. Realmente eu precisava parar para recompor o organismo depois de tanta “ralação” (no bom sentido). Pensando nisso, não fui malhar nem na quinta, nem na sexta-feira (dias 12 e 13). As dores musculares não me deixam esquecer da atividade física intensa. O Exército está de parabéns pelos resultados que consegue em seus treinamentos. Ah! Não malhei, mas estou trocando minha moto pela bicicleta, para ir ao trabalho, almoçar e talz. Isso me mantém firme.

Sábado (14 de abril)

Dia tranquilo, vamos pedalar sem compromisso nesta tarde. Nestes momentos de passeio é que eu conheço cada vez mais os meus filhos. Posso afirmar para vocês que eu não tinha intimidade alguma com eles antes do início do projeto. Eu achava que os conhecia direitinho, mas agora, pedalando ou caminhando com eles, me tornei realmente um amigo. Eles estão mais calmos em casa, mais concentrados nas tarefas e muito, mas muito empolgados. Sempre tem alguma coisa nova prá contar, ou alguma pequena conquista para dividir. E adivinha? Eles fazem questão de vir a mim para partilhar.

Agora entendo o que os avós fazem: Eles escutam as crianças, brincam e usam a imaginação como os netos e deixam de lado pequenas broncas idiotas, que só os pais aplicam, para poder curtir melhor os pequenos.

Aprendi a ouvir o que os outros falam… minha ansiedade diminuiu, num nível aceitável. Prá quem me conhece, sabe que isso é uma grande conquista, porque sempre fui ansioso ao extremo.

Depois que o corpo acostuma com a atividade física dá a impressão que até a mente fica mais leve. Emagreci muito, só que esse não é o principal benefício que estou sentindo. (Ainda não vou contar prá vocês quanto estou mais leve… hehe). A concentração está ótima, criatividade a toda e, também, a disposição para liquidar com tarefas que não me agradam.

Quando eu vivia na frente do meu computador e aparecia um trabalho mais chato, ou problema irritante, eu ficava reclamando antes mesmo começar. Hoje, sem pensar, faço as coisas chatas mais rápido prá ficar livre. Isso é a Lei do Menor Esforço. Parece engraçado, mas pode ser usado tanto para bem, como para o mal. De que adianta eu me estressar e reclamar de algum problema, antes mesmo de tentar resolver? É mais fácil encarar de frente e se livrar logo da porcaria. Fazendo isso, tenho a impressão que o trabalho ficou mais leve, porque não dou mais às atividades chatas a mesma importância de antes. Agora são apenas problemas.

Se existe solução, vamos resolver já. Se não existe solução, solucionado está. Bater a cabeça e ficar brigando com as dificuldades só atrasa.

Tudo tem a ver com o modo como você encara as coisas. E isso você pode fazer, mesmo sem entrar num programa de atividade física. Começe a olhar as coisas com mais calma. Não se assuste ao ver uma tarefa difícil, resolva uma coisa de cada vez. Mas encare. Deixar prá depois só cria entulho na cabeça e a toda hora você vai se pegar pensando que “amanhã tenho um montão de pepino prá resolver”. Enquanto você resistir a enfrentar o que tem na sua frente, as coisas continuarão trabalhosas, pois você estará rotulando aquilo como “chato e complicado” antes mesmo de começar. Opa… falei demais… continuemos.

Domingo (15 de abril)

Por ter dormido muito bem desde sexta-feira, acordei com uma disposição muito grande. Ninguém quis pedalar às nove e meia da manhã no domingo e acabei saindo sozinho. Encontrei o amigo Sandro Amaral na avenida e fomos pedalar até a usina de bio-diesel. Sem pressa, só prá movimentar o corpo. Valeu a pena. Estava começando a ficar nervoso pela falta de atividade física.

Segunda (16 de abril)

Cedinho na academia. Treinamento muscular. Sem exercício aeróbico. Peso prá caramba. Poucas repetições. Senti os músculos esticarem e reclamarem, mas está tudo dentro do meu limite. O melhor exercício é o de segunda-feira. Depois de sair da academia, tinha disposição para enfrentar a semana que viria.

Terça-Feira (17 de abril)

Pedalei bastante. Estou abandonando minha moto. É realmente um caso de separação entre eu e ela. Moto deixa preguiçoso. À tarde recebi uma emocionante homenagem no 15º GAC AP. Ganhei a Boina Preta, por ter concluído o Campo de Instrução Básico. Semana que vem falo mais sobre isso. Só não posso deixar de agradecer a todos os amigos do 15. Obrigado a vocês pela lembrança.

Quarta-Feira (18 de abril)

Correria, correria. Nada de diferente.

Quinta-Feira (19 de abril)

Minha primeira corrida de rua. Participei da corrida em forma do 15º GAC AP, em comemoração à semana do Exército. Sinceramente, preciso treinar muito mais, mas valeu a pena terminar o percurso, mesmo que lá no final.

To finalizando o jornal e escrevendo o diário, sem muito prazo prá mandar prá gráfica. Vou ficando por aqui esta semana, senão não tem jornal impresso amanhã.

Até semana que vem