Coluna Bate Papo Informal

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Falar mal? Só nós que podemos

Este ano, pela primeira vez na história da cidade, não haverá festa de Santo Antonio nem comemoração de aniversário da cidade. A Pandemia pegou firme e o bom senso recomenda mantermos distância e isolamento. Nem por isso temos menos a comemorar.

A cidade da Lapa continua pacata e nossos problemas controlados. Muitos defeitos que colocamos em nossa cidade, na maioria das vezes, são apenas reclamações de barriga cheia. Temos o péssimo, mas tradicional costume, de falarmos mal de nossa comunidade.

Falar mal só a gente pode, mas se alguém de fora vem criticar alguma coisa daqui, o lapeano vira onça. Em qualquer lugar do mundo onde você encontre um lapeano, ele vai te convidar a vir passear por aqui, experimentar as delícias da culinária e curtir o ar bucólico e tranquilo das nossas ruas, avenidas e praças.

Quando falamos para ‘estrangeiros’ sobre a Lapa, sempre mostramos as coisas boas. Só continuamos com o costume de criticarmos internamente, e isso já é secular.

Parece parte do nosso dia-a-dia encontrar alguma fofoca para disseminar ou fato novo que podemos passar adiante. Podemos também nos orgulhar disso, afinal, no fundo dos corações de todos os cidadãos está a chama que mantém vivo o amor que sentimos por este local.  É como aquela mãe que vive repetindo críticas aos seus filhos, mas não permite que ninguém mais o faça. Bairristas. Estes somos nós, somos lapeanos, somos especialistas nos nossos problemas.

Mesmo com críticas, sabemos valorizar o que temos a nossa volta. Gostamos de saber das outras pessoas, gostamos que elas saibam da gente. Fazemos questão de reclamar para mostrar o quanto queremos melhorar em nossa comunidade. Como uma mãe quer o melhor para o seu filho, nós também queremos o melhor para nossa cidade.

Critique, fale, reclame, mas continue lembrando do que temos de bom. Ruas limpas, cenários históricos, pessoas cordiais, simpatia abundante, natureza conservada e aquela calma e tranquilidade que só encontramos por aqui. Uma rica cultura e pessoas talentosas. Um vasto território e uma produção agrícola invejável. Isso tudo nós temos.

Mas o que mais nós temos de precioso é a grande chance dada por nosso Criador de viver em uma comunidade que se orgulha de ser quem é e busca sempre melhorar.

Feliz 251 anos.

 

 

Aramis Gorniski


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