
Projeto voluntário conduzido por Diego Castro e Katielly Barbosa ensina xadrez a crianças e adolescentes, promovendo inclusão social, desenvolvimento cognitivo e novos talentos.
Há uma década, os professores Diego Castro da Silveira e Katielly Barbosa Geraldino dedicam suas noites de quinta-feira a ensinar xadrez para crianças e adolescentes no Centro da Juventude da Lapa. Voluntários apaixonados, ambos compartilham uma motivação em comum: transformar vidas por meio do milenar jogo de estratégia.
Integrante da Associação Desportiva Paqueton, o projeto Xadrez Lapa já atende cerca de 40 alunos, com idades entre 5 e 17 anos, vindos de diferentes escolas da cidade. O entusiasmo dos jovens participantes inspira os voluntários. “Eles estudam de manhã, frequentam o contraturno à tarde e ainda chegam dispostos a aprender xadrez à noite. Este esforço deles é um incentivo para o que fazemos”, afirma Diego.
XADREZ: MAIS QUE UM JOGO, UMA FERRAMENTA DE DESENVOLVIMENTO
O xadrez não é apenas um jogo de tabuleiro; é uma atividade rica em benefícios para o desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças e adolescentes. Ao praticarem, os alunos aprimoram habilidades como raciocínio lógico, tomada de decisão, planejamento estratégico e concentração.
Diego, que aprendeu o jogo ainda na escola Polivalente, recorda como o xadrez impactou sua vida pessoal e profissional. Ele enfatiza que o jogo ensina valores importantes como paciência e resiliência. “Ver o brilho nos olhos de uma criança ao dar seu primeiro xeque-mate é impagável”, diz o professor.
Além disso, o projeto incentiva a ludicidade no ensino. Diego e Katielly utilizam técnicas dinâmicas e criativas para garantir que o aprendizado seja ao mesmo tempo leve e enriquecedor.
UMA REDE DE APOIO PARA UM SONHO COLETIVO
O sucesso do projeto conta também com o apoio do Centro da Juventude, sob a gestão de Fabiano Cordeiro, que fornece o material necessário para as aulas. Recentemente, uma campanha de rifas garantiu camisetas para uniformizar os alunos, mas com o aumento das inscrições, novos esforços serão necessários para atender à demanda.
Os alunos do projeto têm a oportunidade de participar de competições externas, como o Desafio Xeque-Mate em Curitiba, sempre valorizando o comportamento ético tanto quanto a habilidade técnica. “Mais do que formar campeões, queremos formar cidadãos exemplares”, destaca Katielly.
UM CHAMADO AO VOLUNTARIADO
Diego acredita que o voluntariado é uma experiência de crescimento mútuo. “Encontre seu motivo. Eu encontrei o meu na minha filha e estendi o trabalho para outros. Hoje, vejo alunos crescendo e muitos se inspiram a seguir o caminho do voluntariado. No fim, o professor também aprende”, conclui.
Com projetos como o Xadrez Lapa, fica evidente como a união do voluntariado e do esporte pode impactar positivamente comunidades inteiras. Enquanto os alunos aprendem estratégias no tabuleiro, constroem valores que irão guiá-los fora dele. O desafio, agora, é manter o projeto ativo e alcançar ainda mais jovens.




