
Eleeu Teixeira e Rogelson da Anunciação, os palhaços Beleleu e Strogonof, compartilham histórias, desafios e a magia de levar sorrisos por onde passam.
No palco do podcast Prosa na Tribuna, a dupla Palhaço Beleleu e Palhaço Strogonof trouxe a essência da arte de fazer rir, celebrando o Dia Internacional do Palhaço. Eleeu Teixeira e Rogelson da Anunciação, seus nomes fora da fantasia, abriram o coração e compartilharam histórias de vida, desafios e sonhos que permeiam suas jornadas como os Lapalhaços, em homenagem à data comemorada em 10 de dezembro.
A Origem do Riso
A paixão pela palhaçaria acompanha ambos desde a infância. Eleeu, por exemplo, estreou aos 11 anos, inspirado pela agilidade e leveza dos ídolos Ninjas da TV, enquanto Rogelson, conhecido pela extroversão, sempre teve uma queda por divertir os outros. A amizade entre os dois floresceu em projetos de atletismo, e a química natural os levou à formação da dupla Lapalhaços.
“Os nomes Beleleu e Strogonof surgiram tão espontaneamente quanto nossas apresentações”, revelou Rogelson. Eleeu complementou: “A gente nem precisa de roteiro. Basta um olhar para entender o próximo passo.”
A Magia do Palhaço
Para os Lapalhaços, ser palhaço é despir-se das amarras do cotidiano e abraçar a autenticidade. “O palhaço tira a máscara que usamos na vida real e revela o nosso íntimo”, disse Eleeu. Com humor simples, eles transformam situações cotidianas em cenas cômicas, captando características da plateia e improvisando com genialidade.
Embora prefiram atuar para crianças, a dupla garante que sabe cativar adultos. “Ver o riso espontâneo, principalmente de atos tão simples, é o ápice de ser palhaço”, destacou Rogelson.
Desafios e Triunfos
Apesar das dificuldades estruturais, como a falta de espaços adequados para maquiagem e figurinos, os Lapalhaços colecionam momentos de reconhecimento, desde camarins bem equipados até calorosas recepções pós-apresentação. Para eles, a verdadeira recompensa é o carinho do público e a conexão criada em cada apresentação.
O Papel Transformador da Palhaçaria
Além de ser uma fonte de alegria, a arte do palhaço tem um impacto social significativo. Na histórica cidade da Lapa, Beleleu e Strogonof levam o riso como ferramenta de união, mostrando que mesmo nas adversidades, o humor pode ser um bálsamo.
Os Lapalhaços ressaltam que o amor pela arte é o que os mantém em movimento. “É preciso amar o que se faz e deixar o preconceito de lado. Ser palhaço é mais que um trabalho, é um modo de viver”, afirmaram.
Sonhos para o Futuro
Com o desejo de continuar levando alegria por onde passam, a dupla planeja expandir seus horizontes e inspirar novos artistas a abraçar a palhaçaria. “O riso é atemporal. Queremos que ele siga transformando vidas, aqui na Lapa e além”, concluiu Eleeu.
No encerramento, Beleleu e Strogonof deixaram uma mensagem de incentivo aos ouvintes: “Sejam leves, sorriam mais e valorizem a arte. Afinal, o mundo sempre precisa de mais alegria.”
Os Lapalhaços são um exemplo vivo de que, com dedicação, humor e um coração aberto, é possível fazer a diferença, um riso de cada vez.



