Quem ouvirá o povo?

É urgente e é preciso. Mas, infelizmente, parece que os governantes continuam a se recusar ao óbvio: é necessário ouvir o que o povo deseja, é preciso ficar atento à manifestação popular.

Infelizmente, governantes só se dispõem a ouvir a população após forte pressão (como o que ocorreu em duas cidades paranaenses recentemente, na Câmara de Vereadores). E na Lapa? Bom… Na Lapa, ao menos em relação ao Parque Linear, o povo não está sendo ouvido há pelo menos três anos.

E quando o povo não é atendido, usa dos meios disponíveis para reclamar e tentar ser ouvido. Redes sociais, meios de comunicação, entre outros canais. São meios legítimos e democráticos. Deve-se sempre primar por oficializar a reclamação? Claro que sim. Mas, a falta desse “protocolo” não tira a legitimidade da reclamação.

Felizmente, há os que se mobilizam. Há os que não têm medo de se envolver e lutar por mudanças. Tanto é verdade que está marcada manifestação nacional para o próximo domingo, 16 de agosto. Quem está contente com a crise no país, com certeza ficará em casa, comodamente instalado em seu sofá.

Nesta edição trazemos a você, leitor, uma matéria sobre a situação de descaso com o Parque Linear, outra sobre o projeto de lei anticorrupção lançado pelo Ministério Público Federal (MPF) e, também, informações sobre o possível aumento de vereadores na Lapa.

Sobre o projeto de lei lançado pelo MPF, que é de iniciativa popular, visa aprimorar a prevenção e o combate à corrupção e à impunidade. As medidas estão consolidadas em 20 anteprojetos de lei e buscam, entre outros resultados, criminalizar o enriquecimento ilícito, aumentar penas da corrupção e tornar hedionda aquela de altos valores, agilizar o processo penal e o processo civil de crimes e atos de improbidade, fechar brechas da lei por onde criminosos escapam e criminalizar caixa dois e lavagem eleitorais.

Meios para se fazer ser ouvido existem. Basta utilizar. Não deixe de exercer sua cidadania e buscar fazer valer o seus direitos.

Em 2016 há eleições. Mas, antes de chegar às urnas, há muito o que ser feito, o que ser fiscalizado, o que ser pleiteado.