Obra tão aguardada por moradores está parada há duas semanas. Detalhes importantes ainda não foram finalizados, como meio fio e fechamento de bueiros.
Em sua edição nº 1838, a Tribuna Regional publicou matéria questionando a Prefeitura da Lapa a respeito das obras na Rua Hipólito Alves de Araújo, que deveriam ter sido concluídas em outubro de 2014 e, até a circulação da citada edição (de 16 a 22 de fevereiro), não haviam sido ao menos iniciadas.
Na semana seguinte à divulgação da situação por este jornal, o Poder Executivo Municipal deu início às tão esperadas obras, acalmando os ânimos dos moradores, que aguardavam ansiosamente pelo fim da situação caótica da via.
Ocorre que, na última semana a Tribuna foi novamente procurada por moradores da Rua Hipólito, com a reclamação de que as obras foram iniciadas, mas ainda não foram concluídas. Eles relatam a insatisfação com a situação, principalmente pelo fato de as obras estarem paradas há duas semanas.
Transitando pela Rua Hipólito nos últimos dias, a redação pode constatar que as obras de pavimentação estão inacabadas. Até o fechamento desta edição, somente havia sido colocado na via o material que antecede o asfalto, havendo vários trechos repletos de pequenas pedras e pontos sem guias (meio-fio). De acordo com uma moradora do local, algo que está incomodando são os bueiros abertos, que estão sem proteção alguma. Segundo ela, a preocupação é que ocorram acidentes, tanto com veículos como com pedestres (inclusive idosos e crianças). Outro fato que preocupa quanto aos bueiros: por estarem abertos aumenta a possibilidade de acúmulo de lixo nas galerias. Alguns desses locais foram fechados, provisoriamente, com pedaços de madeira.
Ainda há outro problema na rua: uma valeta aberta, que possui um bueiro, aberto como os demais. Se chover muito, enchendo aquela valeta, é provável que o material recém colocado na via seja afetado em sua estrutura.
Os moradores relatam que a situação das ruas melhorou após o início das obras. Afinal, anteriormente, o logradouro facilmente virava um lamaçal em dias de chuva, com muitos buracos e locais intransitáveis.
No entanto, apesar da melhoria, os moradores consideram ainda não ser possível “dormirem tranquilos”. Isso porque a obra está inacabada e há detalhes importantes que devem ser finalizados, para o bem dos que ali residem e transitam.
Isto porque, segundo um dos moradores, a máquina de obras aparece no local para passar o rolo na rua e, em seguida, os trabalhos param por alguns dias e só então a máquina volta para refazer o processo. Ou seja, há um período em que nada é feito na rua até a retomada dos trabalhos.
O que se percebe é que, apesar de a obra ter iniciado (meses após a data em que já deveria ter sido entregue, conclusa), os moradores estão insatisfeitos com a morosidade. E, claro, pelo fato de que o asfalto já deveria estar pronto.
Quando as obras do local serão finalmente concluídas? Esta é a resposta que os moradores aguardam da Prefeitura Municipal.
ENDENDA O CASO
Os moradores das Ruas Hipólito Alves de Araújo e Leôncio Correia, na Vila Lacerda, sentiram alívio quando foi anunciado que, em junho de 2014, seria dado início às obras de pavimentação asfáltica nas citadas vias. O investimento anunciado: R$ 341.947,78, através do Programa Planejamento Urbano, do Ministério das Cidades (Governo Federal).
A placa oficial da obra informava não somente a data de início dos trabalhos e o valor investido. Estampava também a data de término do asfalto: outubro de 2014.
Lapa, fevereiro de 2015, quase iniciando o mês de março. Três meses após a data informada do término das obras nas duas ruas e o que se via nos locais ainda era duas vias de chão batido que, em dias de chuva, viravam lamaçal. Os moradores reclamavam que os logradouros estavam intransitáveis. O asfalto anunciado na placa oficial? Nem sinal… Ao menos até a publicação do caso na capa da edição 1838 da Tribuna Regional.

