A nossa responsabilidade pela falência da fazenda

A série de acontecimentos que tem tomado o país, me levou a refletir e sobre a responsabilidade de cada um de nós sobre os fatos. Quando converso com algumas pessoas, surgem diversas ideias interessantes. Algumas dizem que é necessário revolucionar o país ou até mesmo o mundo. Trata-se da responsabilidade que cada um deveria, digo “deveria” assumir, pelas mudanças que gostaria de ver acontecendo em sua cidade ou na própria comunidade.

Por isso, vou compartilhar uma história bem interessante para você refletir. Aliás, vejo nessa pequena história uma coisa muito prática que acontece em nossa comunidade, nas empresas, e até no convívio familiar. Você já conhece a história da galinha ruiva? É uma historinha bem humorada que retrata uma das grandes e duras realidades que vivemos. Tem a ver com responsabilidades, com projetos de vida, com sonhos. Onde quer que a encaixemos, pode-se tirar uma boa lição. A autoria do texto é desconhecida.

“Era uma vez uma galinha que achou alguns grãos de trigo e disse a seus vizinhos:

– Se plantarmos este trigo, teremos pão para comer. Alguém quer me ajudar a plantá-lo?

– Eu não – disse a vaca.

– Nem eu – logo emendou o pato.

– Eu também não – falou, decidido, o porco.

– Então, eu mesma planto – disse a galinha ruiva.

E assim o fez. Em pouco tempo, o trigo cresceu alto e amadureceu em grãos dourados. Chegou o momento da colheita.

– Quem vai me ajudar a colher o trigo? – quis saber a galinha.

– Não faz parte de minhas funções – disse o porco.

– Eu me arriscaria a perder o seguro-desemprego! – exclamou o pato.

– Minhas atribuições são outras! – exclamou a vaca.

– Então eu mesma colho. – falou a galinha que, sem perder mais tempo, colheu o trigo ela mesma.

Finalmente, chegou a hora de preparar o pão.

– Quem vai me ajudar a assar o pão? – indagou a galinha vermelha.

– Só se me pagarem hora extra. – falou a vaca.

– Eu não posso pôr em risco meu auxílio-doença. – emendou o pato.

– Eu fugi da escola e nunca aprendi a fazer pão. – argumentou o porco.

Ela então assou cinco pães e pôs todos numa cesta para que os vizinhos pudessem ver. De repente, todo mundo queria pão e exigia um pedaço.

Mas a galinha simplesmente disse:

– Não! Eu vou comer os cinco pães, sozinha.

– Lucros excessivos! – Gritou a vaca.

– Sanguessuga capitalista! – Exclamou o pato.

– Eu exijo direitos iguais! – Bradou o ganso.

O porco, esse só grunhiu, deitado em seu canto.

Eles pintaram faixas e cartazes dizendo “Injustiça” e marcharam em protesto contra a galinha.

Quando um agente do governo chegou, disse à galinha:

– Você não pode ser assim egoísta.

– Mas eu ganhei esse pão com meu próprio suor – Defendeu-se a galinha.

– Exatamente – Disse o funcionário do governo. – Essa é a beleza da livre empresa. Qualquer um aqui na fazenda pode ganhar o quanto quiser. Mas sob nossas modernas regulamentações governamentais, os trabalhadores mais produtivos têm que dividir o produto de seu trabalho com os que não são produtivos.

E todos (???) viveram felizes para sempre…

Mas os vizinhos sempre se perguntavam por que a galinha nunca mais fez um pão e por que a fazenda faliu.”

Até que ponto também somos responsáveis pela falência da nossa fazenda (sociedade)?