Verão chegando e quilos a mais no corpo fazendo pressão. Para a maioria das pessoas, em especial as mulheres, esta situação é bem comum nesta época do ano. Não é a toa que as academias ficam cheias. E não é a toa que também fui procurar um horário para tirar do corpo a gordura que não me pertence!
Lá fui eu atrás do Thiago Linhares. Há uma semana fazendo exercícios, no dia 21 de agosto, terça-feira, chego na Profit às 7h pronta para começar a atividade física. Então, ele me questiona: “Ainda sabe andar de bicicleta?”. A resposta não poderia ser outra, “é claro que sim, isso a gente nunca esquece”. “Então vamos subir o Monge hoje”, disse ele. Sinceramente, achei que fôssemos “subir o Monge” com a bicicleta ergométrica, forçando um pouco mais a pedalada. Até porque o meu preparo físico não está lá aquelas coisas. Mas, não. Realmente “subimos o Monge” de bicicleta.
Foi muito gratificante e, durante o exercício, pudemos ver um pouco como está a situação do Parque. Infelizmente, como o leitor já sabe (foi noticiado na Tribuna nas últimas semanas), as obras estão paradas. Um espaço maravilhoso para praticar esportes, para aproveitar a vida ao ar livre, deixado de lado pelo poder público.
E não é somente lá que falta um olhar mais atento e responsável por parte das lideranças locais, estaduais, e da própria sociedade. Também precisa de atenção, por exemplo, o Módulo Esportivo, que poderia ser muito melhor aproveitado, caso tivesse estrutura mais adequada… Uma boa quadra esportiva, uma boa pista de corrida, projetos que incentivam a prática de esportes… Tudo isso iria contribuir, e muito, para a qualidade de vida dos munícipes.
Quem pratica esporte sabe os benefícios para o corpo e para a mente. Mas, as vantagens vão além. Vamos a um só exemplo: a questão do trânsito. Já não há mais lugar para estacionar os veículos no centro das cidades. As ruas ficam lotadas de carros e o trânsito não flui. Saúde, nota zero. Meio ambiente, nota zero. Respeito no trânsito, nota zero. Estresse, nota dez. Entendeu?
Esse é só um exemplo da importância do incentivo ao esporte, à prática de atividade física. Mas, o principal, creio eu, é o estímulo à superação. Com as pequenas conquistas do esporte, a pessoa percebe que é capaz de ir mais longe, não tem medo de ir em busca do que acredita. Afinal, não há barreiras para quem crê em si mesmo. E é de pessoas assim que uma sociedade que pretende ser desenvolvida precisa. Não basta criar slogan e discurso, bater no peito e dizer: “Sou brasileiro e não desisto nunca”. São palavras bonitas, sim. E elas precisam ser ditas. Mas, não será somente isso que fará a mudança acontecer.
Pois bem. Mudando um pouco o viés da conversa, algum leitor já deve estar acreditando que este texto tem objetivo de criticar este ou aquele grupo político. Não! Não se trata disso. Não estou levantando bandeira para ninguém, pois o descaso com o esporte é antigo. Tudo bem, há iniciativas a respeito no município. Elas existiram também em outras gestões, em menor ou maior grau. O que critico é que muito mais poderia e deveria ser feito, e não somente em âmbito municipal. Basta ver como foi o desempenho do Brasil nas Olimpíadas de Londres. Somente três medalhas de ouro, cinco de prata e nove de bronze. Foram, no total, 17 medalhas. Poderíamos ter conquistado muito mais do que isso, temos capacidade para muito mais. O que faltou, em sua visão, leitor? Simplesmente acreditar, torcer. Ou dar as ferramentas, a estrutura, o incentivo para mostrar que somos capazes de nos superar e chegar mais longe?
Espero, sinceramente, que o grupo que ganhe as eleições em 2012, independente de qual seja, não trate o esporte como só mais uma pasta a ser administrada. Que saiba dar a ele a importância que realmente tem, em conjunto com as demais áreas, como educação, saúde, agricultura…
Obrigada, Thiago, por me fazer ver que consigo. Nem quando eu andava de bicicleta todos os dias tive a coragem de enfrentar a subida do Monge. Agora, eu sei que posso ir além disso!
-o-o-
“Não tente me superar, tente se superar, pois o seu maior desafio de vida é esse, a auto superação.” (Gabriel Baú)

