Não julgue o teu próximo

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Ary Vidal

 Não julgue o teu próximo, pois as aparências enganam, pense no mandamento que diz: “Não levantar falso testemunho.”

Julgar é como levantar falso testemunho, pois não é necessário nem pronunciar a palavra quando dentro do interior humano estiver o espírito do engano e do julgamento.

“Se o grão de trigo caído na terra não morrer, fica só; se morrer, produz muito  fruto” (João: 12,24).

Assim é o homem que consegue modificar sua maneira de pensar. Quando a semente morre e brota da terra, nova vida e nova personalidade surgirá e o que foi dito ou feito no passado já não existe mais. Por isso é sempre importante uma reflexão interior, para que a semente da vida sempre seja renovada para produzir boas obras.

Somos como um grão de trigo que é semeado comparando-se com a palavra ou o pensamento do homem, que quando lança a má palavra ficará longe da graça e da luminosidade. Quando a palavra é um dito de verdade a semente produzirá muitos frutos, pois foi lançada em terra fértil e consequentemente, alimentará muitas mentes e distribuirá a luminosidade em muitos campos que não eram férteis, melhorando assim a conduta humana.

A palavra do homem é dom Divino, a bondade provém de Deus. A partir do momento que sair da garganta do homem a cólera e todos os tipos de palavras negativas que levam a discordância, o homem deixa de ter a luminosidade Divina para ser utilizado pelo espírito das trevas.

A seiva da maldade corre pelo interior da planta humana com muita rapidez, quando o homem é influenciado por conquistas e fantasias.

O bem e o mal se confrontam constantemente. Não podemos pensar que o mal vencerá, mas temos que purificar o nosso interior com a calma, a tolerância, o positivismo, especialmente em relação aos julgamentos de nossos irmãos.

“Não julgue o teu próximo, para não permaneceres na escuridão e no engano.”