Escolhendo o candidato: vá muito além do carisma

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Estamos em ano de eleições municipais para escolher Prefeito e Vereadores. No mês de junho aconteceu uma etapa muito importante dentro do processo eleitoral: das convenções partidárias. Nelas foram definidos quais candidatos devem ser apresentados à sociedade, em nome dos seus respectivos partidos, para a disputa dos cargos eletivos no dia 7 de outubro.

Em maior ou menor grau, a maioria dos municípios brasileiros ainda apresenta grandes e crônicos problemas nas áreas de Educação, Saúde, Segurança, Transporte e Infraestrutura. Problemas que não são condizentes com a sexta maior economia do mundo, mas problemas que são o retrato da 84ª posição ocupada pelo Brasil no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da ONU (Organização das Nações Unidas). Vemos, com grande pesar, a impunidade, o descaso e a corrupção presentes no país. Necessitamos ter cidadãos competentes para solucionar estes problemas, para prover qualidade de vida à nossa população, assegurar boas condições para se gerar oportunidades de negócio e trabalho em um ambiente econômico próspero e sadio.

Os cargos de Prefeito e Vereador são de fundamental importância para a vida das cidades e para a busca de soluções para os problemas expostos. A cada eleição, vemos como inúmeros candidatos se apresentam despreparados para exercer os cargos que disputam. Muitos desconhecem a legislação e até mesmo as funções desempenhadas pelos cargos eletivos. A legislação brasileira impede que seus cidadãos se apresentem como candidatos independentes na disputa de eleições, há a necessidade de filiação partidária. Entendendo a importância dos partidos políticos e também da responsabilidade que possuem dentro do processo de construção democrática, é preciso pedir para que reflitam sobre o relevante papel que possuem na formação e orientação de seus filiados. É preciso que atuem de maneira proativa e assumam como compromisso a responsabilidade que possuem em apresentar candidatos éticos, idôneos, com “ficha limpa”, independentemente da aprovação ou não de lei, e capacitados para exercer os cargos que disputarão em 7 de outubro.

A sociedade gostaria de ver, e de saber, quais cursos de capacitação os partidos políticos estão ministrando, ou já ministraram, aos seus pré-candidatos de hoje. Isso é importante para que se ensine o papel que cada cargo desempenha, qual é a legislação mínima necessária, para que depois de eleito possa desempenhar o seu papel com qualidade, conheça as tendências, valorize a ética, saiba quais são os problemas existentes na sua respectiva cidade, e quais são as soluções mais adequadas para uma gestão sustentável.

Devemos pensar as cidades para hoje e para o futuro. Queremos ver renovação não somente de pessoas, mas principalmente de ideias. E é primordial: com qualidade. Não queremos assistencialismo. Disso o Brasil é cheio e já é mais do que comprovado: não funciona! Precisamos de projetos que tragam desenvolvimento, crescimento. Precisamos de governantes que saibam dialogar e angariar conquistas para os munícipes.

Leitor, os candidatos irão utilizar amplamente as redes sociais em suas campanhas. Da mesma forma, o eleitorado irá utilizar as mesmas redes sociais para interagir, se mobilizar e cobrar nova postura dos candidatos e futuros representantes do povo. Queremos ver atitudes e ações que correspondam aos belos discursos que veremos nas campanhas que começam agora.

Eleitor, faça a sua parte! Fiscalize, questione, analise o que é realmente melhor para o seu município!

Mais do que um nome e carisma, o candidato precisa ter projetos coerentes. É preciso que o grupo em que está inserido tenha bons planos e bons nomes para assumir os cargos estratégicos na administração. Também, não esqueça de verificar se o grupo tem ou não chance de permanecer coeso após eleito.

É preciso ou não renovar? Esta decisão é sua, eleitor. Mas, antes de optar, de forma simples, pela renovação ou permanência, analise todo o conjunto. O que você acredita ser melhor para o seu futuro?

Uma coisa é certa! O melhor para o seu futuro como cidadão não é a venda do voto, nem mesmo a troca por favores ou objetos!

 

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Acorda cidadão! Precisamos dar bons exemplos, então reflita:

Se você fura fila, se você suborna guarda de trânsito quando é pego na blitz, se você troca seu voto por favores, se você tira vantagem dos outros por se achar mais “esperto”, se você recebe um troco a mais e não devolve, se você para tudo na vida dá um jeitinho…

Você em nada difere dos políticos deste país. Eles são apenas um reflexo seu.