No dia 25 de maio foi comemorado o dia do Trabalhado Rural. Em uma pesquisa o IBGE mostra o perfil dos jovens e adultos (de pelo menos 17 anos) que trabalham no campo: a maioria são homens que começaram a trabalhar cedo (70% dos meninos que foram criados no meio agrícola trabalhavam em 2004) e hoje quase 90% é responsável pelo sustento da casa e gasta boa parte do dinheiro para manter a família. Mais de 34% da despesa é com alimentação e 28,7% com moradia. Em relação à comunicação, grande parte se informa pelo rádio, mas também tem televisão.
Existem mais de sete milhões de trabalhadores rurais no Brasil, que representam 8,59% da População Economicamente Ativa (PEA) atuante no mercado de trabalho. Em uma comparação com a parte urbana, em atividades administrativas a parcela é menos da metade: 3,48% da população.
Entre 1981 e 2004, o número de empregados diminuiu em 3,11%, enquanto a parcela dos que trabalham por conta própria aumentou em cerca de 4,5%. O crescimento mais significativo, no entanto, foi do número de empregadores, que cresceu 11,68% no período. Dentre as atividades rurais, as que mais empregam são a agricultura e a pecuária. Demais atividades, como pesca e silvicultura somam 4,2% da mão de obra atuante. A lavoura temporária se destaca, empregando 35,6% dos trabalhadores do campo, enquanto a pecuária ocupa 27,5% e a lavoura mista, 15% da classe.
Mais de 45% dos trabalhadores rurais recebem até dois salários mínimos. As regiões sul e centro-oeste são as que pagam mais: entre R$ 291,3 e R$ 354,4 por mês. Quase 70% deles trabalham sem carteira assinada e 88,5% não contribuem para o INSS. Apesar desse cenário, as pesquisas também mostram o retrato de homens de fé: mais de 90% deles são cristãos, enquanto apenas 5% se disseram sem religião.

