P.A.: Acesso negado à população

No dia 5 de abril, 8h40min, eu estava passando mal devido a falta de medicamento que uso continuamente. Fui até o Pronto Atendimento Municipal (P.A.) e, chegando no local com as cópias da receita médica e um atestado comprovando que uso o tal medicamento (receita branca), veio me atender a enfermeira Thaís. Expliquei o meu caso e a mesma me falou que era impossível trocar a receita devido a ordem da Diretora. Pedi para falar com o médico de plantão, Dr. Julio, e então a enfermeira me negou o acesso ao médico, dizendo que ele também estava proibido de passar receita!

E a pergunta que tenho a fazer é: se procuramos um Pronto Atendimento não é para aliviar o nosso desconforto? Autoridades de saúde, Prefeito e vereadores: não é um absurdo a enfermagem nem sequer dar acesso ao plantonista para ele decidir se atende ou não? Ou é a chefe enfermeira quem decide?

Outro dia uma senhora foi até o Pronto Atendimento com crise de pânico, sendo que ela usa paroxetina, e levou cópia da receita branca. Outra enfermeira respondeu que não era possível atender, pois não possuía receituário azul… Desde quando esse medicamento é receitado em receita azul? Nunca foi!

E então, onde estamos? Que profissional é esse que não sabe distinguir o receituário? Isso se chama falta de bom senso e má vontade. As enfermeiras não fazer triagem e negar o acesso do cidadão que morre de tanto pagar imposto para pagar concursado e depois, quando necessita, morre pedindo e estão nem aí com o povo!

Fica aqui meu repúdio e indignação com o Pronto Atendimento e as chefes que tratam o cidadão como se fosse um animal.

Mas vale a pena lembrar que quando isso ocorrer podemos e devemos registrar este abuso através da Secretaria de Saúde, por boletim de ocorrência na Polícia por omissão de socorro, e na ouvidoria da Prefeitura. Quem sabe dê certo!

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DA REDAÇÃO

No mesmo dia dos acontecimentos acima narrados Benedito Gribner procurou a redação da Tribuna Regional, contando os fatos. Telefonamos para o Pronto Atendimento para pedir informações sobre as orientações a respeito de atendimento, se existe algum tipo de doença ou caso que não possa ser atendido no local. A atendente nos informou que deveríamos entrar em contato com a enfermagem. Assim, ligamos em outro número de telefone e falamos com a Thaís que, antes mesmo de explicarmos o caso em si, afirmou categoricamente que não poderia dar tais informações, portanto deveríamos conversar com a responsável pelo Pronto Atendimento.

Depois disso, ligamos na Secretaria Municipal de Saúde e fomos muito bem atendidos pela Diretora Geral de Saúde, Lúcia Leineker, que tem formação em enfermagem e vasta experiência na área.

A Lúcia explicou que, de forma alguma, os funcionários do Pronto Atendimento podem negar acesso ao médico para qualquer paciente que chegue ao local. Contamos o caso do Benedito a ela, que se dispôs a atendê-lo e verificar a situação. Na mesma manhã, ele foi até a Secretaria de Saúde conversar com a Diretora, que chamou a responsável pelo PA para esclarecimentos. Depois de discutirem sobre o caso, Lúcia verificou que Benedito tinha razão em suas reclamações e deveria ter sido atendido corretamente no Pronto Atendimento. Ele só precisava da troca da receita do medicamento que, inclusive, já havia sido feita em outra ocasião pela Prefeitura.

Ou seja, faltou bom senso da enfermeira. Faltou atendimento humanitário para se colocar no lugar do paciente e tentar buscar uma solução para o seu problema. E, principalmente, faltou boa vontade para solucionar a questão, sendo necessário mobilizar a Diretora Geral de Saúde, Lúcia Leineker, para resolver a situação.

Vale lembrar que Benedito é enfermeiro aposentado e tem conhecimento dos procedimentos de saúde.

Também ressaltamos que não é função da imprensa ir até o Poder Público para resolver o problema de apenas um cidadão. Mas, neste caso, se o atendimento for realmente melhorado, como ficou acertado com a responsável pelo PA, toda a população será beneficiada. Reforçamos: caso você tenha problemas envolvendo atendimento à saúde, procure seus direitos. Vá até a Secretaria de Saúde, registre boletim de ocorrência (se necessário) e também procure a ouvidoria.

Aproveitamos o espaço para parabenizar a atuação de Lúcia Leineker que, com competência, bom senso, comprometimento e muita educação, solucionou o caso.