Olhando para o cinema nacional, tão pouco reconhecido, vemos um novo espetáculo em tons de laranja nas telas, retratando o dentro e o fora de um palhaço tão sutil, que do mesmo modo que nos faz sorrir, nos faz entrar no seu interior, mostrando seu eterno olhar perdido de benjamim (Selton Mello).A qualidade técnica e a sutileza de detalhes é imprescindível pois estamos tratando de uma grande produção.
Ao assistirmos o filme vemos mais que isso, detalhes que nenhuma palavra é capas de dizer são presentes nos corações de Selton Mello e Paulo José, formando um ritmo tão sincero que pouco vemos no cinema nacional.O crescente desejo por um ventilador, a estranha dificuldade para travar uma pequena conversa com estranhos e uma interminável insônia , parecem simples visualmente, mas são mostrados como os mais profundos sentimentos de benjamim no filme.“O palhaço” tem tudo para ser um dos filmes mais apreciados do nosso Festival da Lapa.
Talvez por sua incrível carga dramática colocado por Selton em sua obra, ou talvez pelos simples detalhes e sensíveis emoções mostradas.
Mas afinal, quem vai fazer o palhaço rir?

