CANTINHO DA POESIA – Tristezas pela lembrança

E lá estava eu

Procurando por alguém

Que nunca existiu,

Desespero?

Talvez lá encontrasse aquela que vivenciasse comigo naquele lugar

Que agora está destruído,

Destruído pela maldade humana,

Maldito capitalismo.

Minha alma lá ficou,

E aquilo me corroia

Um parque que um dia,

Foi local de harmonia

Entre a natureza e o homem

Mas agora só restou,

A dor de quem o lembra,

Como um atrativo da cidade

Um lazer do povo

Sem um pingo de maldade.

Ó parque do Monge

Que saudades nós sentimos

Das trilhas, dos bosques.

“Que campos verdes”

Que leva em nosso hino

Agora só como formalidade

Porque o que tinha de verdade

Foi levado por carretas

E nossa alegria

Vendida á preço de pinos e araucárias

Que encheram os bolsos

Dos homens de preto.