O enigma da matriz – Capítulo Nove- (Final) Parte um

No instante em que iria dar o golpe fatal contra o peito do homem, este o atingiu com um chute e Gabriel caiu no chão com o impacto totalmente inesperado, a adaga pairou no ar e tornou a cair no piso de pedra fria da câmara.

Seu desgraçado! – Berrou o jovem levantando-se ainda com forças e já recuperado do golpe surpresa. – Você vai se arrepender por ter me atrapalhado desse jeito!

Ênio saiu correndo da sala e atravessou o vidro rapidamente se espremendo entre a abertura, Gabriel estava com a adaga e parecia furioso, seu rosto lívido e aparência sobrenatural denunciavam isso.

A porta que conecta a sala de confissões ao salão principal da Igraja onde ficava o altar estava trancada. O seminarista parou de correr e encarou com um olhar assustador sua presa apavorada que suava já que estava encurralada, não havia para onde fugir naquele momento.

Eles também tentaram fugir…

Alguém andava na igreja, o rangido das tábuas tranquilizou o detetive, poderia ser sua salvação, caso contrário logo estaria morto e seu coração seria brutalmente arrancado.

Mas não conseguiram…

Precia que muitas pessoas andavam entre os bancos da Igraja do outro lado da porta.

Eu os matei…

SOCORRO! – Gritou Ênio batendo na porta com força, seus punhos queriam destruir a madeira para que seu caminho ficasse livre.

Gabriel sorriu como se achasse hilário o homem tentar fugir dali e num golpe certeiro e tanto quanto estranho, ele lançou a adaga, a arma pequena fez um trajeto rápido e perfeitamente correto que acertaria com um impacto enorme e fatal o rosto do detetive.

Agora sim era hora de desespero.

Não tinha saída, apenas a alma do detetive sairia da Igraja tendo a morte como companheira.

Era finalmente o fim de Ênio, o criminoso se saíra bem e sorriu ainda mais verdadeiramente ao ver que seu plano não teria erro.

Logo ele conquistaria o que tanto queria.

O AUTOR

O jovem leitor da Tribuna Regional, Eduardo Luiz, de 16 anos de idade, entrou em contato com a redação e contou sobre sua paixão pela leitura e escrita. Segundo ele, está trabalhando em textos para escrever um livro de fantasia e ficção. Sua paixão pela leitura começou desde pequeno, incentivado por sua família, especialmente por sua irmã. Aos 10 anos de idade, Eduardo escreveu sua primeira história, uma adaptação de “Os três porquinhos”.

“Eu me inspiro em outros autores e na capacidade que eles têm para criar contos que nos seguram do começo ao fim. Eu transformo qualquer lugar que imagino em um palco para histórias fantásticas, também me inspiro em meus amigos pra criar os personagens”, explica Luiz.

O jovem leitor e escritor enviou à Tribuna alguns dos capítulos que já escreveu de seu futuro livro. Com autorização de Eduardo, trazemos a você, leitor, “O enigma da Matriz”, uma história ambientada na Lapa.