Ênio finalmente descobriu o que havia atrás da porta: uma câmara totalmente sobrenatural: em suas paredes de pedra haviam ossos e crânios fixados e no meio da gélida sala havia uma cadeira de madeira com tiras de couro como aquelas usadas para torturar os rebeldes na Ditadura Militar.
O mais chocante era um santo feito de ossos e coberto com um manto vermelho como roupa. No topo do crânio havia algo que Ênio reconhecera: a coroa de prata de Jesus Cristo, aos pés da macabra estátua havia velas já pela metade e algumas ainda inteiras.
O santo tinha dois olhos humanos nas fendas onde ficavam os globos oculares e escorria sangue deles, eram os olhos do padre Bernardo.
“Mas o que é isso?” Pensou o detetive, o pânico começava a tomar conta dele.
Ao tentar sair ele tropeçou em algumas velas e não conseguiu abrir a porta, alguém a bloqueava por fora.
– Quem está aí fora? – Gritou ele insanamente. A resposta foi direta e perturbadora:
– Seu pior pesadelo, detetive Ênio!
E quem bloqueava a porta riu.
O assassino prendera o detetive.
O AUTOR
O jovem leitor da Tribuna Regional, Eduardo Luiz, de 16 anos de idade, entrou em contato com a redação e contou sobre sua paixão pela leitura e escrita. Segundo ele, está trabalhando em textos para escrever um livro de fantasia e ficção. Sua paixão pela leitura começou desde pequeno, incentivado por sua família, especialmente por sua irmã. Aos 10 anos de idade, Eduardo escreveu sua primeira história, uma adaptação de “Os três porquinhos”.
“Eu me inspiro em outros autores e na capacidade que eles têm para criar contos que nos seguram do começo ao fim. Eu transformo qualquer lugar que imagino em um palco para histórias fantásticas, também me inspiro em meus amigos pra criar os personagens”, explica Luiz.
O jovem leitor e escritor enviou à Tribuna alguns dos capítulos que já escreveu de seu futuro livro. Com autorização de Eduardo, trazemos a você, leitor, “O enigma da Matriz”, uma história ambientada na Lapa.

