Já que está na moda este tipo de penteado, com vários nomes, resolvi fazer um retrospecto telepático e retroceder 2.000 anos atrás, na época de Calígula, Claudio, Nero e Vespasiano, todos Imperadores Romanos, tiranos e sangunários.
Antes de falar de cabelo, Calígula foi imperador de Roma de 16 de março de 37 até seu assassinato em 24 de janeiro de 41 da era cristã; Claudio de 24 de janeiro de 41 a 13 de outubro de 54, Nero de 13 de outubro de 54 a 9 de junho de 68 e Vespasiano de 1° de julho de 69 a 23 de junho de 79, todos foram terríveis e sanguinários, faziam lutas de vida e morte entre gladiadores e punham os cristãos para lutarem e serem devorados por ferozes animais.
Pois bem, havia estádios para essas lutas, onde os gladiadores se enfrentavam até a morte, para delírio da platéia, até que Vespasiano pelos idos de 69 a 78 da era cristã, construiu o coliseu, templo esportivo majestoso, que perdura até hoje, embora parte em ruínas, onde o ser humano valia menos que um berro de boi. O coliseu abrigava 50.000 expectadores.
Bem, agora vamos falar de corte de cabelode galo carijó. Naquele tempo os homens também usavam cabelos compridos caídos até os ombros, mas como tinham que lutar e se estivessem com o cabelo comprido, o adversário puxava o cabelo na nuca e dava um sopapo no pescoço do adversário, que saia gritando: Kó, kororó, ko, kó, e sem fôlego, já perdia a luta no começo do combate.
Então combinaram de cortar o cabelo, como crista de galo para mostrarem que eram gladiadores e que ambos não deveriam desmanchar o cabelo do outro, para mostrar que eram valentes como galo, lutando até a morte, e quem vencia, teria as honras de ter lutado e vencido um galo valente, eta bicho veio.
Ai passaram a raspar a cabeça deixando no centro uma crista bem empinada para delírio da multidão. Eles cortavam o tronco de figueira e extraiam aquele leite grudento e passavam no cabelo, o qual ficava mais empinado que Pica Pau em tronqueira. Para tal eles encostavam as palmas das mãos uma na outra e alisavam os cabelos para cima.
No final da luta quando um derrubava o outro e montava a cavalo na sua barriga, a multidão gritava “mata, mata, mata”, ai o vencedor puxava um facão de 65 cm de comprimento e enterrava no peito do adversário.
Ao termino da luta, as moças carregavam o vencedor aos gritos, com vozes agudíssimas, mas fina que assobio de grilo, carregando-o em volta do estádio, enchendo-o de beijos, e o bicho veio ficava todo cheio de pose e até andava de lado, meu chapéu de palha.
É uma pena que a moda do cabelo de gladiadores tipo galo só se tornou moda nesses últimos meses, se não eu também iria fazer uso dele, porém aos 75 anos e careca não tem mais jeito. Imagine se for fazer pose andando de lado, é capaz de derrapar e levar um pialo, ai em vez de receber gritos de euforismo, receberia uma estrondosa vaia.
Em função dos gritos das moças é que surgiu a ópera, daonde mais tarde Giuseppe Verdi, Paccini, Rossini, Donizete, Leon Cavalo, Wagner e tantos outros compositores tiveram os maiores inspirações em compor maravilhosos trechos para soprano, contralto e mezzo soprano, tais como a habanera da Ópera Carmem, de Bizet e o canto da loucura, da ópera “Lucia de lammermoor”, de Donizetti.
De qualquer maneira, fica o gosto e a afirmação: “Cabelo de gladiador, tipo galo carijó é bonito”

