Nada se fez

Enquanto a moral e ética de uma geração inteira se esfacelavam em nome do politicamente correto, em nome da psicologia libertadora, em nome do amor livre, em nome da libertação feminina, em nome das liberdades individuais, nada se fez.

Enquanto novas leis de convívio passaram a vigorar como verdades, como por exemplo, a lei de Gerson, aquela de levar vantagem em tudo, ou a lei da menos valia, ou a lei do mais forte, ou a lei do cão, nada se fez.

Enquanto os homens tornavam-se medíocres em suas ações corrompendo políticas, auferindo vantagens próprias, expropriando o pobre, roubando o público, tornando aceitável o mal e promovendo o errado como certo e o torto como reto, nada se fez.

E porque nada fizemos estamos colhendo os frutos.

Nada se fez quando os meninos estavam morando debaixo dos viadutos das grandes metrópoles cheirando cola, agora eles estão dentro de nossas casas de armas em punho, roubando e assassinado por uns trocados para poder comprar o crack que tanto os apaixona.

Nada se fez quando adolescentes e todas as classes iniciaran-se prematuramente na vida sexual, agora temos uma geração inteira de novos adolescentes frutos desta promiscuidade sexual que não têm pai e nem mãe, vivendo á Deus dará sob os precários cuidados do estado.

Nada se fez quando o homem abandonou completamente a família porque a mulher não precisava dele para mais nada, nem para ter filhos, agora tenta-se desesperadamente trazer o homem de volta para dentro do lar através de propostas como a guarda compartilhada.

Somos muito lentos para pensar e mais lentos ainda para agir.

Em matemática buscamos encontrar sempre os resultados dos problemas, a resposta, incansavelmente. Podíamos aprender muito com a matemática. Cada problema tem apenas uma solução, uma única resposta possível. Em matemática não há surpresas, indiferentemente do número de variáveis com as quais iremos trabalhar.

Eu sei que uma menina ou um menino sem referencial de masculino e sem referencial de feminino dificilmente se acertará com a vida. Todos sabemos disto. Mas, o que fazemos? De forma incoerente e insensata insistimos em outro resultado. Queremos outro resultado para justificar nosso erro. Mas a vida como na matemática não falha nunca. O resultado é sempre o mesmo: caos. Caos social, caos econômico, caos moral.

Porque insistimos no erro se somos tão inteligentes? Está na hora de fazermos alguma coisa, de retomarmos as rédeas de nossa própria história e encontrarmos o resultado correto desta equação toda.

Dorival Ávila é diretor do CERENE – Centro de Recuperação Nova Esperança. Endereço: Rua Acre, s/nº – Marafigo – Lapa/PR – Telefone: 3622-8357 – www.cerene.org.br