O enigma da Matriz – Terceiro capítulo

A polícia foi avisada por Ênio e logo os primeiros homens chegaram. Inesperadamente, o detetive particular foi algemado.

– Parece que o investigador agora é o principal suspeito! – Zombou o delegado ao vê-lo ser carregado pelo policial até o interior da Igreja. – Matou o Padre e escreveu uma mensagem estúpida na parede com o sangue dele… Eu realmente não esperava isso de você… – Riu a autoridade salpicando o rosto de Ênio de saliva – Então você quis atrapalhar a investigação oficial para agir facilmente… Eu sabia…

– Se realmente fui eu, por que não estou com a arma do crime…

– Meus homens já estão investigando onde você a jogou! Pode deixá-lo aí no banco e ajude os outros, Marcelo! – Ordenou o delegado com a voz fria.

Outro padre, Bernardo, estava orando na sacristia e ao ver os dois visitantes foi ao encontro deles.

– Delegado, sinceramente… Acho que Ênio não matou meu colega de evangelização… Ele sempre nos ajudou e…

– Ele estava na cena do crime, não há como inocentá-lo…

Ênio perdeu a paciência e falou rapidamente:

– O Sr. Hermes foi atacado. Várias pessoas ao redor da Igreja ouviram seus gritos de desespero… Ele detalhou o assassino!

O delegado aquiesceu e olhou para os dois seriamente. Pareceu pensar e libertou o detetive.

– Se foi outra pessoa, quem atirou no Padre Wilson, então?

– O assassino atravessou a praça… Provavelmente voltou e… Olhem aquilo! – Todos olharam para a imagem de Jesus Cristo, cuja Coroa de prata havia desaparecido.

– Hermes disse que quem o atacou estava com uma coroa de prata!

E nesse momento um som foi ouvido na pequena sala de confissões. A porta estava fechada e não se pôde ver quem era. O delegado apenas sussurrou com a voz fria e arrepiante:

– Parece que o assassino voltou para devolver a coroa de prata…

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O AUTOR

O jovem leitor da Tribuna Regional, Eduardo Luiz, de 16 anos de idade, entrou em contato com a redação e contou sobre sua paixão pela leitura e escrita. Segundo ele, está trabalhando em textos para escrever um livro de fantasia e ficção. Sua paixão pela leitura começou desde pequeno, incentivado por sua família, especialmente por sua irmã. Aos 10 anos de idade, Eduardo escreveu sua primeira história, uma adaptação de “Os três porquinhos”.

“Eu me inspiro em outros autores e na capacidade que eles têm para criar contos que nos seguram do começo ao fim. Eu transformo qualquer lugar que imagino em um palco para histórias fantásticas, também me inspiro em meus amigos pra criar os personagens”, explica Luiz.

O jovem leitor e escritor enviou à Tribuna alguns dos capítulos que já escreveu de seu futuro livro. Com autorização de Eduardo, trazemos a você, leitor, “O enigma da Matriz”, uma história ambientada na Lapa.