Em casa ou na rua, os cuidados devem ser reforçados para evitar acidentes envolvendo as crianças.
Férias escolares são sinônimo de festa, bagunça e muita risada. Mas nem sempre tudo ocorre conforme o planejado pelos pais. Crianças são imprevisíveis na hora de usar a criatividade para brincar. Resultado? Acidentes.
Mas, o alerta para cuidar com o que as crianças estão fazendo não é somente para os pais. Os motoristas que circulam pela Lapa também devem ficar atentos. Principalmente nos bairros, as crianças estão aproveitando os dias de férias para se reunir com amigos e vizinhos. Assim, rapidamente tomam conta dos espaços livres, como ruas, terrenos baldios, parquinhos… Enfim, qualquer motorista desavisado e que esteja com velocidade um pouco mais alta pode ser o protagonista de um acidente envolvendo os pequenos.
Foi o que aconteceu na noite de terça-feira, dia 27 de dezembro, na Rua Nossa Senhora do Rocio. Uma criança de sete anos de idade, andando de bicicleta, foi atropelada e sofreu fratura no fêmur. Precisou ser levada para o Hospital Nossa Senhora do Rocio, em Campo Largo.
Mas os acidentes também podem acontecer em casa. O aumento do índice de acidentes ocorre pelo aumento do tempo da criança em casa, às vezes sem uma programação de atividades. Isso sem contar a falta de disponibilidade dos pais para programas de lazer. Como criança não tem limite e muitas vezes não reconhece o perigo, o tempo livre vira um catalisador de possíveis arranhões, fraturas e até mesmo acidentes mais graves.
A boa notícia é que 90% dos acidentes com crianças podem ser evitados pela simples adoção de uma cultura de prevenção. Não se pode pensar que o mal só acontece com os outros.
Mais de 5 mil crianças morrem por causa de lesões não-intencionais ou acidentes acontecidos em casa, e cerca de 140 mil são hospitalizadas anualmente, conforme pesquisa do Ministério da Saúde. Para proteger o seu filho, aprenda as principais medidas de prevenção contra cada um dos perigos das férias.
O afogamento é a principal causa de morte infantil. A maioria dos casos acontece em locais de água doce, como rios, lagos, cachoeiras e piscinas. Um ponto importante é deixar baldes e banheiras vazias e sempre longe do alcance daqueles que estão aprendendo a andar. A curiosidade pode ser fatal.
As quedas também são comuns. Mas o que fazer se acontecer? É importante manter a calma e levar imediatamente a criança para o pronto socorro mais próximo ou de confiança da família. É importante que os pais conversem com a criança para ver se ela pode falar o que sente e o que feriu. Se houver uma fratura muito grande, é melhor chamar o serviço de resgate.
Não se pode colocar as crianças dentro de uma redoma, muito menos proibi-las, em plenas férias, de brincar com bicicletas, skates e patins. Mas dá para minimizar as possibilidades de traumas dentários, comuns nestas brincadeiras. Itens de segurança como joelheira, cotoveleira e capacete não podem falar na hora da bagunça.
Se houver uma queda, não se impressione com sangramento na região da boca, pois é comum em casos de batidas. É importante manter a calma e lavar a região com água. Deve-se estancar a hemorragia com gaze ou tecido limpo. Se não melhorar, procure um pronto-socorro imediatamente.
Quanto a alergias e picadas, o ideal é começar repelindo os insetos: o uso de aromas de eucalipto e limão podem ajudar a afastar esses intrusos do ambiente e garantir a comodidade, principalmente de crianças menores de seis meses que ainda não podem usar repelentes.
A ingestão de vitaminas do complexo B também são uma forma segura de afastar os insetos. Para isso, basta comer alimentos como arroz integral, aveia, amendoim e ovos semanas antes da exposição ao ambiente.
Se houver picadas, a dica é lavar o local com água misturada a algumas colheres de amido de milho. A receita permite a secagem das feridas e alivia a coceira.
Já quanto a insolação: protetor solar, chapéu, camiseta e água, muita água, não podem faltar nos itens que acompanham o passeio de verão. A ordem máxima é evitar exposição direta ao sol entre as 10 e as 16 horas. A insolação apresenta sintomas incômodos e perigosos, como vermelhidão, assaduras, bolhas, sonolência, falta de apetite e tontura. Dependendo do grau da queimadura, a pele pode ficar com marcas e cicatrizes. A criança que apresentar o diagnóstico deve procurar imediatamente um hospital para receber os devidos cuidados.

