Percentual solicitado de 9,9% não foi atendido
Após encontros individuais com representantes de oito indústrias fumageiras, a comissão dos produtores de tabaco não aceitou as contrapropostas oferecidas – no máximo 4% – pelos dirigentes para o reajuste da safra 2011/2012 da cultura. A proposta da comissão é de um percentual de aumento 9,9% sobre a tabela da safra 2010/2011. O índice leva em consideração o custo de produção, verificado em 3% para o Virgínia e 5,9% para o Burley e a variação do IGP-M para recuperar a rentabilidade do produtor.
O principal argumento da representação dos produtores é que, enquanto o produtor recebeu, em média, R$ 5,01 por quilo na safra passada, a indústria ao exportar, recebeu em média, R$ 9 por quilo, o que representa uma diferença de 80% a mais. Além dos preços achatados, as indústrias se valeram de outros artifícios como, por exemplo, descontos a título de umidade, sem contar com equipamentos de aferição, com exceção de uma indústria fumageira, representando prejuízo ao produtor.
Para a comissão, o fumicultor precisa ser valorizado, pelo seu envolvimento na cadeia produtiva e a defesa que sempre faz do setor. “Esta safra precisa ser a do produtor. As indústrias tiveram o seu ano, agora é a vez de quem, sol a sol, produz o tabaco. Quando é para defender o setor, o produtor está sempre à frente, sempre disposto a lutar. Ele precisa e merece ter mais consideração. Ele precisa voltar a ter remuneração adequada”, enfatiza a comissão. Com a falta de um acordo sobre o preço da safra de tabaco 2011/2012, ficam em andamento as negociações.
Participam da comissão dos produtores de tabaco as Federações dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do rio Grande do Sul (Fetag/RS), de Santa Catarina (Fataesc) e Paraná (Fetaep), as Federações da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), de Santa Catarina (Faesc) e do Paraná (Faep) e a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra). As reuniões ocorrem na sede da Fetag, em porto Alegre/RS.

