Maternidade Humberto Carrano reabre após reformas

Depois de muita polêmica a Maternidade Municipal Humberto Carrano reabriu as portas no dia 19 de dezembro. Foram cinco meses de reforma até a reabertura da maternidade, localizada na Rua Marechal Floriano Peixoto, 789.

Tudo começou no mês de maio, após uma vistoria feita pela Vigilância Sanitária do Estado do Paraná, que solicitou o fechamento da Maternidade para reformas. Os principais problemas apontados eram infiltrações e a falta de alguns equipamentos.

No dia 17 de maio aconteceu no um auditório da Escola Manoel Pedro um debate bastante movimentado sobre o possível fechamento da maternidade. Na ocasião estavam presentes o Prefeito Municipal, Paulo Furiati, o então diretor da maternidade, Dr. Manoel Vidal, além do Promotor de Justiça da Comarca da Lapa, Dr. Felipe Lamarão de Paula Soares, e representantes do Conselho Municipal de Saúde, entre outras autoridades.

O debate, apesar de levantar muitas polêmicas sobre a situação da maternidade e o valor da futura reforma, não teve o efeito esperado. Depois das discussões o futuro da maternidade parecia estar mais incerto do que antes.

Então, no dia 19 de maio, a Câmara Municipal da Lapa convocou a imprensa e, em pronunciamento oficial, a Comissão Executiva da Casa decidiu colocar à disposição dos cofres públicos R$ 750 mil para obras de reforma e ampliação da Maternidade. Ficou decidido também que enquanto a maternidade estivesse fechada para reforma os atendimentos iriam ser feitos no Hospital Hipólito.

REABERTURA

Ainda não há data definida para a cerimônia oficial de reabertura da Maternidade Humberto Carrano, porém desde o dia 19 de dezembro ela está funcionando normalmente.

Com as reformas o espaço da maternidade está renovado, os problemas de infiltração e falta de equipamentos que a Vigilância Sanitária apontou em maio, quando foi decidido o fechamento do local, estão todos resolvidos.

Segundo os funcionários a melhorias em relação a antes da reforma são em questão de infra-estrutura, segurança e qualidade de assistência. Grande parte dos equipamentos da maternidade são novos, e nos próximos meses devem chegar mais. O quadro de funcionários é o mesmo que o de antes da reforma, contando com vinte médicos, entre eles seis obstetras, quatro auxiliares de cirurgia, três neonatolgistas e sete anestesistas.

Foram gastos até agora aproximadamente R$ 255 mil na reforma e na compra de equipamentos para a maternidade. Ao todo a maternidade tem dezoito leitos e já abriga, na primeira semana desde sua reabertura, sete pacientes.

A próxima etapa da reforma será a ligação entre a Clínica da Mulher e a maternidade, que deve ocorrer a partir do mês de janeiro.