Buscar a paz

Busca-se constantemente a paz quando se deixa o trabalho por algum tempo, em horas de lazer no final de semana, em algum lugar distante da cidade ou mesmo em uma diversão em que a música ou outras descontrações podem proporcionar a verdadeira paz.

Muitas vezes o homem não consegue, nem longe da correria do seu dia-dia, encontrar a paz perfeita. Leva junto consigo para seus momentos de lazer o pensar no lucrar e no realizar-se profissionalmente. Com altos graus de superioridade em relação a seu próximo, importa-se muito pouco com o que possa acontecer com os outros, o que importa é o seu desenvolvimento e o resto não tem importância alguma.

“Não é livre quem não obteve o domínio de si.” PITÁGORAS (SÉCULO 6-5 A.C.), filósofo grego.

Correr dos problemas sem se reavaliar interiormente não adianta nada. Tentar encontrar a paz é uma tarefa árdua, se consegue com domínio e raciocínios profundos para ter a paz e ter boa convivência com nosso próximo.

Certa vez um rei ofereceu um prêmio muito valioso para o artista que pintasse em um quadro a paz perfeita. O rei avaliou atentamente todas as obras que foram pintadas e somente duas lhe causaram a impressão da paz perfeita.

A primeira era um céu azul coberto por nuvenzinhas brancas em forma de rabo de galo, estavam bem próximas de umas montanhas pintadas na tela. O rei maravilhado escolheu essa pintura como uma delas que demonstrava ter a paz em plenitude.

O segundo quadro também tinha montanhas. Mas com nuvens escuras e que denotavam estar ocorrendo descargas elétricas, com os relâmpagos pintados em meio as nuvens, prenunciando um temporal. Isso não era algo que transmitisse a paz em plenitude. Mas quando o rei observou calmamente, viu dois abutres voando naquele céu de nuvens escuras e imaginou é a paz perfeita.

A pintura vencedora foi a segunda, pois o rei viu que mesmo em um céu cheio de nuvens pesadas e com relâmpagos, prenunciando um temporal havia dois abutres voando naquela turbulência. Voavam calmamente, sem se afligirem com os trovões que de vez em quando se ouvia ao longe.

Dentro desta linha de pensamento, o homem somente encontrará a paz, quando encontrar-se consigo mesmo.

De nada adianta isolar-se, compenetrar-se em experiências novas que possam eventualmente trazer a paz. A paz só é adquirida, quando o interior humano consegue com calma e comando sereno sair do meio dos embaraços da vida. A paz encontra-se nas coisas simples, mas também é possível encontrá-la em meio das turbulências, desde que a consciência esteja preparada para absolver todas as descargas negativas despejadas pelas nuvens da intolerância, que surgem ao natural no céu de nossa existência.