São várias as solicitações para falar sobre o desrespeito ao funcionário, trabalhadores de algumas das pequenas e grandes empresas do nosso município. Situações que ocorrem e que nem sequer fazemos idéia do que acontece com o trabalhador lapeano. Na verdade, a intenção é conscientizar e sensibilizar os empresários(as) de que o trabalhador é que faz com que a empresa cresça e prospere e deve ser valorizado. Está comprovado, quem investe em seu funcionário eleva seu capital a margens satisfatórias.
O mercado está cada vez mais competitivo e as empresas buscam diferentes estratégias para sobreviver nesta nova realidade. Algumas seguem a estratégia da melhoria da qualidade, modificando- se na produtividade e em sua estrutura organizacional, visando maior qualidade. Porém, as dificuldades encontradas nesta implantação se devem, com maior ênfase, aos recursos humanos, onde o trabalhador é considerado como apenas mais um elemento do sistema de produção, tendo que se adaptar às mudanças do processo, muitas vezes inadequadas a eles.
Na realidade o que temos são trabalhadores que, após serem “sugados”, são abandonados, com comprometimento importante nas filas dos postos de saúde em busca de alguma solução para seu problema adquirido no trabalho. Dos vigilantes de empresas terceirizadas, que prestam serviços em hospitais e se expõem a doenças contagiosas e nem sequer recebem a insalubridade, pasmem, no vencimento mensal; outras pagam o salário do funcionário com cheque pré datado, ainda para ser descontado até vinte dias após; absurdo maior, deixam claro que se não aceitar essa condição há outros que a aceitarão, e como esta vida não está nada fácil, acabam cedendo a manipulação para garantir sua sobrevivência e a dos filhos.
Pessoas sem carteira assinada durante anos, sem direito a férias, décimo terceiro salário ou outras vantagens do direito deste trabalhador, além de sofrer certas humilhações por parte da gerência e chefia. A coisa está tão mal, que se o trabalhador necessitar se ausentar do trabalho para realizar exames de saúde ou consultas, que são agendadas na capital, as declarações são aceitas somente do horário em que esta esteve na clínica ou hospital, não levando em consideração o trajeto que, dependendo da unidade de saúde do bairro, leva até três horas para se chegar de ônibus.
Esta é a triste realidade que acabei por conhecer. Não fazia idéia dessas situações que compartilho com os leitores desse “pequeno grande”. Depois falam em humanização no trabalho, até levam palestras de auto-estima para os funcionários como meio de preencher uma lacuna obrigatória, tudo para parecer que está tudo bem.
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