5 coisas que Steve Jobs faria em qualquer empresa

Recentemente o mundo perdeu um de seus mais novos gênios: Steve Jobs. Mas, mesmo não estando mais aqui, ele deixa diversas lições, muito além da tecnologia.

A cada dia parece se tornar mais difícil para as empresas sobreviverem no país, não somente por conta da alta carga tributária, mas também por falta de mão de obra adequada. No entanto, um ponto primordial para o sucesso das empresas é o empreendedor que ela tem em sua administração. Neste ponto, Jobs também foi um grande exemplo. Matéria divulgada na Revista Exame, explica o que Steve tinha em mente para fazer a Apple chegar ao topo do mercado, além da inovação. Isto serve de exemplo não somente para os grandes empresários, mas para nós, aqui na Lapa e região, que queremos ver os empreendimentos crescerem em tamanho e qualidade.

As transformações na comunicação e no entretenimento que o americano Steve Jobs trouxe com seus iProdutos – i, de inovação – foram baseadas no conceito de unir tecnologia e arte. Ao longo de 25 anos como presidente da Apple (em duas passagens), Jobs se preocupou em liderar a empresa e transformá-la numa referência em tecnologia, que hoje vale 350 bilhões de dólares. Veja algumas lições de Jobs para as empresas que querem chegar ao topo.

1. O mediano está longe de ser o suficiente

Steve Jobs era obcecado por criar produtos que trouxessem soluções inovadoras – e que fossem bonitos, é claro, juntando tecnologia e arte. “Ele teve a coragem de continuar com sua visão, não se contentava com algo mediano”, diz Pedro Waengertner, professor da pós-graduação da ESPM. Essa obsessão, às vezes exagerada, fez com Jobs transformasse a Apple de uma empresa de computadores numa gigante de tecnologia em diversas áreas. “Como líder, ele colocou o design como o centro do negócio. Ele mostra como uma estratégia ligada ao design pode dar certo. Não é qualquer empresa que tem a coragem e certeza de que isso vai dar certo.”

2. O “showman” divide espaço com o “business man”

A comunicação é um dos principais pontos para um homem de negócios. Com tantas inovações, Steve Jobs precisava se comunicar bem. A saída, então, foi transformar cada apresentação de um produto num evento midiático. “Como executivo, ele sempre trouxe a comunicação com o mercado como algo de muita importância e com planejamento”, diz Waengertner.

3. Novos produtos não bastam

“Jobs não se preocupava em criar produtos melhores para determinada categoria. Ele criava categorias”, diz o professor. Claro que iPod, iPhone e iPad têm sua importância como produtos, mas inauguraram uma forma diferente de ouvir, música, telefonar, acessar a internet, conteúdos digitais. Criou-se a categoria “iProdutos”. “Ele entregava aos consumidores o que queriam, sem que eles soubessem”, diz Pedro. “Muito provável que se Jobs fizesse uma pesquisa para criar seus produtos, eles não seriam como hoje.”

4. Ninguém é insubstituível

Em 2004, quando Jobs descobriu o câncer no pâncreas, o mercado se perguntava: “Quem vai substituí-lo?”. Jobs se tratou e logo voltou ao comando da empresa, mas desde então percebeu que precisava de alguém para ocupar seu lugar, hoje do amigo Tim Cook. “O novo presidente trabalhou com Jobs por anos e sabia como era a mentalidade da companhia”, diz Pedro.

5. Você pode ser o presidente, mas não trabalha sozinho

Aprender a delegar é fundamental para o crescimento de uma empresa. Qualquer líder centralizador tropeça nas próprias pernas. No início de sua carreira na Apple, Steve tinha o perfil mais centralizador, mas logo percebeu a importância de trabalhar em equipe. Mais do que isso, aprendeu a se cercar de pessoas que tivessem em mente seus mesmos ideiais para a Apple, o que resultava numa excelência em cada etapa do trabalho. “Jobs conseguiu deixar na cultura da empresa o conceito que ele criou para a Apple”, diz o professor.

Para os empresários lapeanos que desejam aprimorar o seu negócio, o caminho é buscar a Associação Comercial, solicitar cursos e participar deles. Informação, conhecimento e experiência ajudam.