Com as paralisações nos bancos e nos Correios, os consumidores precisam encontrar formas alternativas para o pagamento
Os bancários entraram em greve na terça-feira, dia 27 de setembro, e os funcionários dos Correios estão em greve desde 14 de setembro. Com as paralisações, os consumidores precisam encontrar formas alternativas para pagar as contas.
Na Lapa os bancos que aderiram a greve foram a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. Bancos Bradesco, Itaú e HSBC, e também Sicredi e Cresol, continuam a atender normalmente. Somente fecharão caso representantes do Sindicato fechem as agências.
Já a agência dos Correios da Lapa continua trabalhando normalmente. Portanto, o atraso nas correspondências está acontecendo por conta no atraso na chegada à cidade.
FENABAN
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) divulgou nota oficial sobre a greve na terça-feira e considerou o movimento “fora de propósito”. Para a Fenaban, a proposta apresentada aos bancários “contempla pelo oitavo ano consecutivo correção de salário com aumento real e reforça o caráter abrangente da Convenção Coletiva do Trabalho da categoria dos bancários, além de ser a única categoria com PLR garantida por Convenção Coletiva”.
A nota dizia ainda que a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) orientou os bancos para que buscassem os meios legais para poderem atender a população.
CONTAS
A coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor Pro Teste, Maria Inês Dolci, afirmou que o consumidor precisa se organizar com antecedência para fazer os pagamentos. “Se a pessoa tiver os boletos fica mais fácil. Caso contrário, ela terá de entrar em contato com o fornecedor”, afirmou Maria Inês.
Como os funcionários dos Correios também estão em greve, pode haver atraso na entrega dos boletos bancários. Em muitos casos o cliente consegue imprimir a segunda via do documento acessando a página do fornecedor na internet. Outra opção é o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) da empresa para solicitar a remessa do boleto por e-mail ou fax, ou ainda pedir o código de barras do documento, ou local para efetuar o pagamento. A emissão do boleto não pode ser cobrada.
A advogada do Procon-PR, Marta Paim, destacou que o fornecedor tem a obrigação de disponibilizar um meio alternativo para o pagamento das contas. Se isso não for feito, deve negociar o adiamento do vencimento do boleto.
Maria Inês, da Pro Teste, orientou ainda que as pessoas devem guardar todos os comprovantes de pagamento e também os números e registros de que entrou em contato com o fornecedor. “O consumidor precisa ter provas de que fez o contato com a empresa e que negociou como seria feito o pagamento”, afirmou. Segundo ela, o consumidor deve preferir entrar em contato com o fornecedor por e-mail ou fax, para que tenha algo escrito para a comprovação
O sindicato dos bancários afirmou que será permitida a entrada dos clientes na área de autoatendimento das agências. Nesse caso, também é possível pagar as contas nos caixas eletrônicos.
Se os boletos estiverem em dia, a internet e as casas lotéricas também podem ser utilizadas. As lotéricas fazem a cobrança de boletos até o valor de R$ 700.
Se a pessoa não tiver o boleto, deve entrar em contato com o fornecedor para obter o número do código de barras e o valor correto da fatura. Com essas informações poderá fazer o pagamento pela internet.
Outra opção é procurar os correspondentes bancários, como farmácias, supermercados. Não são todos os tipos de boletos que podem ser pagos nesses correspondentes. A orientação ao consumidor é para que se informe quais boletos são aceitos nesses locais. “Cada correspondente bancário tem convênio para receber determinadas contas, por isso é preciso verificar com antecedência o que será possível pagar”, explicou a coordenadora institucional da Pro Teste.
Em alguns casos, o consumidor poderá ainda pagar as contas diretamente na empresa ou escritório no fornecedor.

