Do Leitor – Por onde anda a Miss Lapa 1992?

Aos 17 anos fui Miss Lapa e outros 17 anos se passaram…

Quando tinha 17 anos fui coroada Miss Lapa 1992 pela minha belíssima antecessora, Nádia Maria Burda – um luxo para uma menina/moça – no Concurso realizado no Clube Congresso Recreativo, juntamente com o aniversário de 100 anos do Clube. O evento contou com a organização magistral da Beatriz do Vale, que acreditou e realizou uma festa tão primorosa.

Vivi um sonho de princesa, com a consequente participação no Miss Paraná, por duas vezes, onde obtive classificações. Lembro-me de uma visita aos ensaios, feita pela Miss Lapa 1991, a Nádia, ocasião em que revelou às concorrentes, além das dicas de praxe, a seguinte verdade: “É maravilhoso ser Miss Lapa”.

Passaram-se 17 anos. Hoje, moro em Brasília e, com muita saudade da querida Lapa, resolvi escrever essa retrospectiva para o Jornal Tribuna Regional, por causa da importante contribuição desse veículo para a divulgação do Concurso, na época. E também pelo carinho com que me tratou em várias matérias posteriores. Isso mesmo! Tenho uma pasta com todas elas.

Um breve resumo da odisséia dos 17 anos que se seguiram ao Miss Lapa:

Morei no Rio de Janeiro: vôos de asa delta; diploma no curso de Direito; carteira da OAB. E aí? Estudei para um concurso público, no qual obtive êxito. Atualmente, sou Agente da Polícia Civil do Distrito Federal. Parar agora? Que nada! Iniciei um curso de teatro em uma Companhia. Descobri que podia fazer alguma coisa a mais com meu passatempo predileto, que é assistir filmes clássicos, e criei um blog onde indico filmes e faço comentários sobre generalidades (http://lilian-liloti.blogspot.com). Por causa do blog, fui convidada a escrever quinzenalmente sobre os filmes que considero marcantes, na Revista Tablado, dedicada à divulgação cultural em Brasília.

Sempre que posso, retorno à querida Lapa e sou acometida por uma doce nostalgia ao apreciar sua beleza de cidade histórica. E me sinto feliz. As mudanças são visíveis: o imponente calçadão central que a atravessa tem deslumbrado muita gente. Entremeado por lindos ipês amarelos e algumas araucárias (pinheiro do Paraná) na entrada, que conferem um túnel de sombra aos passantes. Observei também, lá no início da cidade, próximo ao Monumento aos Tropeiros, a obra para construção do Parque Linear, mais um embelezamento para a cidade.

Presto minha homenagem às Construções Históricas da cidade. São bem cuidadas, pintadas, com a grama cortada, demonstrando o carinho dos moradores com o seu patrimônio. O Centro Histórico da cidade, com a sugestiva iluminação estilo colonial, que se impõe nas calçadas das saudosas ruas de paralelepípedos, é um passeio sempre gratificante. Não posso deixar de dizer também que o café da tarde na Padaria Zeni, com a prima Andréia e a tia Bene, para mim, sempre são momentos de alegria.

Voltando a Brasília, conto aos leitores uma peripécia que cometi na Capital Federal: fui convidada para uma festa à fantasia. Não sabia o que vestir. Aí, olhei para o baú, onde a Coroa e a Faixa de Miss Lapa estão carinhosamente guardadas, e pensei: – Será? Cabelo e maquiagem feitos por mim, um longo preto emprestado da irmã. Vesti a faixa e a coroa e rumei para a comemoração. Confesso que foi uma viagem ao túnel do tempo. Teve direito até ao “Beijo de Miss”, dado pela amiga brasiliense, Carine. (Veja a foto).

Uma brincadeira que me fez reviver, 17 anos depois, uma emoção especial, que foi representar a Lapa no ano de 1992, nos meus 17 anos.

Quero agradecer aos meus pais, João Martinho Meira e Emília Angelotti, como também a Beatriz do Vale, e fazer uma menção especial ao Jornal Tribuna Regional, tão importante veículo de comunicação para a cidade.

Quem sabe esta matéria não enseje novas reflexões e iniciativas que me possibilitem passar de vez a Faixa de Miss Lapa à nova lapiana que irá representar a cidade.

Lilian Angelotti Meira 
Blog: http://lilian-liloti.blogspot.com